Pense de Novo: O poder de saber o que você não sabe
Adam Grant Publicado em 2021 · Edição brasileira: Sextante, 2021
★★★★☆ Nota 4,5/5 · Um manual para mudar de ideia sem vergonha
Psicologia
Comportamento
Tomada de Decisão
Negócios
Sobre o que é o livro
Adam Grant defende que, num mundo que muda rápido, saber repensar vale tanto quanto saber pensar. O livro abre com o incêndio de Mann Gulch, nos Estados Unidos, em 1949, quando bombeiros morreram em parte porque não conseguiram abandonar as ferramentas e a forma de agir que tinham aprendido.
A partir daí, Grant descreve três modos em que caímos quando defendemos uma ideia: o pregador, que protege suas crenças; o promotor, que tenta provar que o outro está errado; e o político, que busca aprovação. A proposta é agir mais como cientista, tratando opiniões como hipóteses. O livro se divide em três partes: repensar as próprias ideias, ajudar outras pessoas a repensar e criar escolas, empresas e comunidades onde repensar seja normal.
Nossa resenha
É um dos livros mais úteis de Grant. A distinção entre os modos pregador, promotor e político é simples e fica na cabeça, e dá para reconhecer os três em qualquer discussão de grupo de família. As partes sobre como conversar com quem discorda, com técnicas de entrevista motivacional e perguntas no lugar de argumentos, são as mais práticas.
Grant também escreve bem sobre confiança: mostra a diferença entre ser humilde sobre o que se sabe e inseguro sobre si mesmo, e por que as duas coisas não precisam andar juntas. Os exemplos variam de vacinação a negociação, o que deixa a leitura leve.
O ponto fraco é o de sempre nesse tipo de livro: muitos estudos citados rapidamente, alguns com resultados que a psicologia ainda discute, e exemplos quase todos americanos e do mundo corporativo. A última parte, sobre organizações, é a menos concreta. Mesmo assim, poucas leituras de não ficção deixam hábitos tão fáceis de aplicar.
Para quem é: quem trabalha em equipe, lidera pessoas, dá aula ou simplesmente quer discutir melhor com quem pensa diferente. Quem já leu muito sobre vieses cognitivos vai reconhecer parte dos estudos, mas deve aproveitar as ferramentas de conversa.
Tratar as próprias opiniões como hipóteses, e não como parte de quem somos, é o que permite mudar de ideia sem se sentir derrotado.
Leitura curta, prática e fácil de aplicar no trabalho e em casa.
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