1 Ano em 12 Semanas: Faça Mais em 12 Semanas do Que os Outros Fazem em 12 Meses

Brian P. Moran e Michael Lennington Publicado em 2013 · Edição brasileira: Alta Life, 2021

★★★★☆ Nota 4,2/5 · Método de execução e produtividade
Produtividade Gestão de Tempo Negócios Desenvolvimento Pessoal
Capa do livro 1 Ano em 12 Semanas, de Brian P. Moran e Michael Lennington

Sobre o que é o livro

Brian P. Moran e Michael Lennington partem de uma observação que qualquer pessoa com metas de Ano Novo reconhece: com doze meses pela frente, sempre parece haver tempo. Janeiro vira fevereiro, o plano fica para depois e a correria só aparece em novembro. Para os autores, o problema raramente é falta de ideias ou de talento. É um horizonte longo demais, que tira a urgência do trabalho de cada semana.

A proposta é tratar cada bloco de doze semanas como se fosse um ano inteiro. Dentro desse ciclo você define poucas metas, quebra cada uma em táticas semanais com prazo e acompanha tudo com um placar. Na prática, dezembro passa a chegar quatro vezes por ano, e com ele a pressão que costuma fazer as coisas andarem.

O livro organiza o método em cinco disciplinas (visão, planejamento, controle de processo, medição e uso do tempo) e dedica a segunda metade a mostrar como montar e rodar o primeiro plano de doze semanas.

Nossa resenha

A parte mais útil do livro é a insistência em medir o que você fez, e não só o que conseguiu. O placar semanal registra a porcentagem de táticas executadas, e os autores tratam 85% como a marca de uma semana bem cumprida. Parece detalhe, mas muda a conversa: em vez de se culpar por um resultado que ainda não veio, você sabe exatamente se fez a parte que dependia de você.

A ideia do "ano de doze semanas" funciona melhor do que parece à primeira vista. É um truque psicológico, claro, mas um truque honesto. Quem já trabalhou com metas trimestrais sabe como o foco muda quando o prazo final está sempre à vista.

Os defeitos também estão lá. O texto se repete bastante, e alguns trechos soam como material de venda de consultoria, com promessas de resultados multiplicados que o próprio livro não sustenta com dados. O sistema ainda exige muita disciplina de registro, o que pesa para quem vive com a agenda cheia de imprevistos. Muita gente vai aproveitar mais adaptando o método do que seguindo tudo à risca.

Para quem é: profissionais, gestores e empreendedores que planejam bem mas travam na hora de executar são o público ideal. Equipes comerciais, que já vivem de metas, também podem usar o placar semanal como ritual. Quem trabalha num ambiente muito imprevisível, ou já tem um sistema de produtividade que funciona, pode achar o método rígido demais.

Quando o prazo final nunca está longe, a semana atual deixa de ser ensaio e passa a ser o próprio jogo.

Se o seu problema é tirar metas do papel, vale conhecer o método na edição brasileira.

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Quem são Brian P. Moran e Michael Lennington?

Retrato de Brian P. Moran, coautor de 1 Ano em 12 Semanas Brian P. Moran, coautor de 1 Ano em 12 Semanas

Brian P. Moran é o fundador e CEO da empresa que leva o nome do método, The 12 Week Year, antes chamada The Execution Company. Antes de empreender, fez carreira como executivo corporativo, e soma cerca de três décadas trabalhando com execução de estratégia em empresas e equipes de vendas.

Michael Lennington é consultor e coach. Trabalha ao lado de Moran aplicando o método em organizações e com clientes individuais, ajudando pessoas e equipes a trocar o planejamento anual por ciclos curtos de execução.

O livro saiu em 2013 nos Estados Unidos e ganhou edição brasileira em 2021, pela Alta Life. Em 2016 a dupla lançou um guia de exercícios para aplicar o sistema, The 12 Week Year Field Guide.

OrigemEstados Unidos
ÁreaConsultoria em execução e desempenho
MarcoCriação do método do ano de 12 semanas
Marca registradaPlacar semanal de execução

5 curiosidades sobre o método

  1. O ciclo tem, na prática, 13 semanas: a última fica reservada para revisar o que aconteceu, comemorar e planejar o bloco seguinte.
  2. Os autores consideram que quem executa pelo menos 85% das táticas da semana tende a alcançar as metas do ciclo, mesmo sem cumprir tudo.
  3. O livro separa interesse de compromisso: quem está só interessado age quando é conveniente; quem está comprometido age mesmo quando não é.
  4. A semana é organizada em três tipos de bloco de tempo: estratégico, para o trabalho importante sem interrupções; de amortecimento, para e-mails e imprevistos; e de escape, para descansar.
  5. A edição brasileira chegou em 2021, pela Alta Life, oito anos depois do lançamento original.

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